sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Simples demais para serem notadas. [Parte 1]

  Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 2012.

Oi... Quanto tempo não nos falamos, não é?
Olha, o céu está perfeito hoje, acho que é a única coisa que gosto nestes dias quentes de verão. Daqui não dá pra ver direito, por causa das luzes que cercam tudo. Porém, agora de madrugada, se eu apagar as luzes do quintal e da cozinha, consigo enxergar um pouco melhor. As estrelas parecem vaga-lumes, e se eu ficar muito tempo olhando, com a cabeça levantada, principalmente se eu piscar algumas vezes, elas parecem se mover, como se dançassem nessa profunda escuridão do céu. Elas não são tão brilhantes quanto o dia que as vi naquele lugar distante daqui, meio vazio e tranquilo, que fui em algum dia de uma vida passada, mas elas têm estado especialmente belas nos últimos dias, nem parecem ofuscadas com as luzes da cidade, como normalmente estão. Queria um dia poder vê-las de um lugar completamente desabitado, sem luz e esquecido pela humanidade. Elas devem brilhar tanto, não é, meu amor?